TOUR PELA SUÉCIA


A Suécia está localizada no norte da Europa, fazendo divisa com Noruega e Finlândia, sendo o maior país da Escandinávia, e o terceiro maior em extensão territorial da União Europeia. Embora, grande é um país pouco povoado, sendo que a maior parte de sua população está concentrada na região mais ao sul. Já no norte da Suécia o Sol nunca se põe durante o verão, e no inverno a noite não tem fim. Grande parte do território do país é ocupado por lagos e florestas.


#Pracegover: No canto direito da Foto a bandeira sueca. Atrás um rio em Estocolmo. Ao fundo, a cidade velha, com seus antigos prédios preservados, uma vez que a cidade não foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial.

ENTRADA NO PAÍS:

Antes, de explorarmos a Suécia, vamos ver o que é necessário para entrar no país. Para brasileiras(os) que desejam conhecer o país como turistas é necessário apenas o passaporte. Não é exigido visto, nem certificado de vacina internacional.

A SUÉCIA DO PAULO

Para conhecer o país, conversamos com Paulo Victor Z. Bittencourt que morou na Suécia durante um semestre, de agosto de 2014 a janeiro de 2015. Paulo é formado em Relações Internacionais e que atualmente é mestrando na linha de Relações Internacionais e Desenvolvimento, na Unesp de Marília. "Minha ida à Suécia foi no último semestre da graduação, uma maneira que achei bem especial de fechar esse período da minha vida, ainda mais havendo sido contemplado com uma bolsa fornecida pela União Europeia, que contemplaria todos os meus gastos.


#Pracegover: Foto. Ao centro em primeiro plano homem (Paulo) ao fundo o Stockholm City Hall

Paulo foi contemplado com uma bolsa da União Europeia, a Erasmus Mundus, num projeto chamado Babel, voltado a estudantes de graduação da América do Sul. Na sua área de atuação ele poderia escolher entre Portugal e a Suécia. "Na época, eu queria uma experiência que me tirasse da minha zona de conforto. Nesse sentido, a Suécia me apresentava essa saída de todas as maneiras: uma cultura que eu pouco conhecia, com uma língua da qual eu não falava nada, e, além disso, teria a oportunidade de praticar inglês e francês nas aulas que me seriam oferecidas. Sem contar os aspectos como clima e costumes, que certamente seriam muito diferentes dos que eu conhecia. Logo, a Suécia certamente me tiraria da minha zona de conforto e me apresentaria outra realidade – e foi de fato assim", relatou.

CIDADES VISITADAS

O brasileiro durante toda sua estadia na Suécia, morou em Lund, cidade localizada na região da Scania (Skåne), sudoeste do país. "A cidade é quase apenas universitária, devido ao grande tamanho da Universidade de Lund e do tamanho pequeno da cidade (algo próximo a 80 mil habitantes)", informa.


#Pracegover: Foto da fachada do prédio da Universidade de Lund. Na frente algumas pessoas caminhando em direção ao prédio. Uma escada no centro que leva a porta principal. Nos cantos um pouco de jardins. Prédio com 3 andares, cheio de janelas.

Outra cidade que Paulo conheceu foi Malmö. "A cidade fica ao lado de Lund. Malmö é consideravelmente maior, com uma vida noturna mais agitada. Malmö é a capital da província da Scania. Lá, por exemplo, fui ao Festival de Malmö (Malmöfestivalen), um evento de grande porte completamente gratuito, contando com diversos shows. Quando estive lá, apresentaram-se duas duplas suecas de fama internacional: First Aid Kit e Icona Pop", relembrou.

Agora a cidade favorita do nosso entrevista é Estocolmo, a capital sueca. "Essa cidade me impressionou: na minha opinião, Estocolmo alia a suntuosidade que uma capital naturalmente tem, com uma simplicidade tipicamente sueca. Para mim, Estocolmo expressa claramente um conceito sueco muito conhecido e importante: lagom, que em sueco significa “suficiente”. Contudo, usa-se a expressão diversas vezes, e se a traduz como “nem demais, nem de menos, mas conforme o necessário”. Apesar do pouco tempo que passei em Estocolmo, creio ter sido essa a cidade de que mais gostei de conhecer em toda Europa – nem Paris me agradou tanto.


#Pracegover: foto do Parlamento sueco em Estocolmo. Prédio grande, com várias janelas. Na frente um pequeno jardim.

Paulo, destaca que apesar de gostar muito de Estocolmo, desenvolveu um carinho especial por Lund, por ter vivido na cidade. "Além dessas três cidades suecas, era muito fácil ir à Dinamarca, especialmente à capital, Copenhague, onde estive algumas vezes. O trem parte de Lund e vai até Copenhague, passando por Malmö, e a viagem dura em torno de 40 minutos. Era sempre engraçado ficar tão pouco tempo dentro do trem e receber o SMS da operadora de celular dizendo “Bem-vindo à Dinamarca", recorda.

GASTRONOMIA

Os principais pratos suecos, enumerados por nosso entrevistado foram:

  • Purê de batatas com almôndegas e geleia de lingonberry (colocar uma foto do lingonberry): "esse prato é um must-eat, pois é extremamente tradicional. A batata é uma recorrente fonte de carboidratos na culinária sueca", explica.

  • “a tentação de Jansson” (Janssons frestelse), que leva batata e peixe (espadilha).

  • Doces bem comuns e tradicionais: Chokladbullar (“bolas de chocolate”, são doces com uma massa de achocolatado envoltas em coco ralado), Kanelbullar (“rolinhos de canela”, que são como pães recheados com uma pasta à base de manteiga, cardamomo, açúcar e canela), o Lussekatt (feito especialmente na época de Santa Luzia – 13 de dezembro, uma data muito tradicional com apresentações musicais típicas).

COSTUMES

  • O FIKA. Este foi um costume sueco que o brasileiro gostou muito de conhecer. "O fika nada mais é do que aquele “cafezinho” com um amigo. Entretanto, ele assume quase um papel ritualístico na Suécia, já que nunca se permanece apenas no café – é normal que se coma e que o encontro dure um pouco mais do que um simples “cafezinho”. Qualquer horário pode ser um bom horário para um fika – e, sinceramente, é uma ótima oportunidade para encontrar amigos, estar mais próximo de pessoas queridas e falar sobre os mais diversos assuntos.

  • O CAFÉ: Assim como no Brasil, também é muito consumido na Suécia. "Um conhecido meu dizia que “você sabe que está na Suécia quando está tomando cinco copos de café por dia”, e, sinceramente, minha média deveria ser um pouco maior que essa", conta.

  • SUECOS: FRIOS A PRIMEIRA VISTA... SÓ A PRIMEIRA VISTA. De acordo com Paulo, os suecos podem parecer extremamente distantes num primeiro contato. Entretanto, é comum que, da segunda vez que se vejam, ele te cumprimente com um abraço. "Era assim que eu cumprimentava todos os meus conhecidos por lá, a não ser que, por algum motivo, era desejável manter um distanciamento – como no caso se pessoas com quem se tem uma relação meramente técnica. Contudo, ao mesmo tempo, o abraço é utilizado como cumprimento e não é feito a todo momento: no Brasil, costumo abraçar alguns amigos como simples demonstração de carinho. Já na Suécia, ele tem o papel que o aperto de mão tem no Brasil: da mesma forma que você não sai apertando a mão de seus amigos a todo momento quando estão juntos, na Suécia você não abraça sempre seus amigos, além dos momentos de os cumprimentar. Esse é um costume interessante e notar o momento de se abraçar é importante", explicou.

Durante a entrevista, Paulo confessou ser apaixonado pela cultura sueca, de uma forma geral. Posso citar duas de minhas paixões culturais que tive o prazer de conhecer mais profundamente na Suécia: o diretor de cinema Ingmar Bergman e o artista multifacetado August Strindberg (que além de dramaturgo e romancista tem algumas incursões na pintura e na fotografia). Mas a isso posso ter acesso mesmo estando distante. Sinto muita falta de aspectos rotineiros, como caminhar no parque e tomar um fika", ressaltou.


#Pracegover Foto de uma rua de lund. Ao centro rua de paralelepípedo, casas de tijolos. Algumas bicicletas estacionadas na frente das casas no lado direito da foto. No final da rua. um prédio de 2 andares com várias janelas.

A música também é um grande atrativo na Suécia, principalmente musica mais voltada ao consumo: a Suécia é um grande exportador de música e muitas canções que ouvimos são compostas ou gravadas por artistas suecos. Para citar alguns exemplos: Swedish House Mafia, Lykke Li, Tove Lo, Robyn, Abba, Europe e Icona Pop são todos suecos. Fica uma SUGESTÃO com uma Playlist no Spotify com músicas da Suécia (link aqui), montada com indicações do Paulo.


#Pracegover: Print da tela do spotify. Playlist da Suécia com algumas músicas de músicos e bandas da Suécia.

DICAS DO PAULO

  • FRIO. Qualquer brasileiro que se aventure ir para a Suécia deve levar uma mala muito bem munida de artigos para o frio. Eu mesmo deixei para comprar essas roupas lá, por três motivos: não levar peso na mala, por imaginar que lá seria mais barato (e era), e por lá ter roupas mais preparadas para o tipo de frio que lá faz. Essa é uma dica muito importante.

  • PLANEJAMENTO FINANCEIRO: é fundamental a Suécia é um país caro, é necessário ter isso em mente. Por exemplo, segundo um folheto da Universidade de Lund, os gastos mensais na cidade, incluindo moradia e refeições, seriam de cerca de 860 euros em 2014. Comparando com amigos que também estavam na Europa, eu percebia que gastava mais que eles – e a diferença mais gritante estava nos gastos com aluguel – um gasto inexistente para turistas, mas imagino que gastos com Hostel também não sejam baratos.

  • Falafel de Lund – "Se estiver em Lund, não deixe de experimentar o falafel do Lundafalafel, próximo à Catedral da cidade", sugere Paulo.

ESTRUTURA TURÍSTICA

De acordo com o brasileiro, a estrutura turística da Suécia é muito boa. "Lund, por exemplo, apesar de pequena, tinha um hostel, além de alguns hotéis. A questão de informações é outro aspecto muito bem desenvolvido: você não precisa falar sueco para ter informações precisas sobre como chegar aos lugares, pois a maioria da população fala inglês muito bem – o que era inclusive chato quando eu queria me aventurar a testar meu sueco. Tirando apenas uma situação (quando, no segundo dia lá, tive que falar com um senhor idoso e ele insistiu que eu falasse em sueco – e o meu sueco era muito incipiente), nunca passei apuros para me comunicar. Os trens não têm áudio nem texto em inglês, só em sueco – mas nada que perguntar aos habitantes locais não resolva", informou.

QUESTÕES SOCIAIS

ACESSIBILIDADE: Com relação a questão da acessibilidade, nosso entrevistado afirmou não estar apto a opinar, pois não se atentou a isto, durante sua estadia no país. De acordo com o site do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), a Suécia apresenta ampla acessibilidade. Transportes públicos e prédios governamentais dispõem de condições de acesso para pessoas com mobilidade reduzida. Além disto, o MRE informa que o Governo sueco tem implementado política para melhorar ainda mais as condições de acessibilidade, ampliando-as ao interior do país.

SUECOS E OUTRAS NAÇÕES: Paulo afirma que durante sua estadia na Suécia nunca teve problemas de preconceitos. "Quanto a ser brasileiro, não passei por nenhuma situação que eu identificasse como preconceito, e sou bem feliz que tenha sido assim. Mas, isso é minha experiência, então não tenho como generalizar. Creio que a grande quantidade de imigrantes na Suécia contribua para um ambiente mais diverso, embora recentemente alguns grupos mais radicais comecem a se impor contrariamente a essa diversidade", adverte.

"Acho que esse ambiente já diverso, somado ao ambiente universitário, com vários estudantes vindos de diversas partes do mundo, contribuiu para que minha experiência fosse muito tranquila e, mesmo entre os suecos, não percebi qualquer situação que pudesse ser identificada como preconceito. Contudo, repito, este é um relato altamente pessoal", complementou.

PRECONCEITOS: A Suécia é um país mais aberto na questão da sexualidade. "A comunidade da Catedral de Lund, uma organização religiosa, por exemplo, é altamente aberta quanto a isso, com panfletos de acolhimento a tal comunidade. Além disso, no ambiente universitário, não é difícil encontrar festas focadas ao público gay, também frequentadas por pessoas heterossexuais", ressaltou.

De acordo com o brasileiro, fora do âmbito universitário, também não é difícil que se encontrem noites em bares especialmente voltadas para o publico LGBT+. "Em Malmö, há uma boate grande voltada a esse público, com programação para todos os fins de semana. Entretanto, é necessário notar – e aqui entra minha opinião mais política – que nenhum direito é garantido, e que, embora a população sueca tenha conquistado um patamar de maior inclusão da comunidade gay, essa situação não é estanque e pode ser objeto de disputas políticas e retrocesso, mesmo em um país visto como o paradigma do desenvolvimento, como a Suécia", atenta.


#Pracegover: Por do sol em Estocolmo. Ao fundo céu azul com tons alaranjados. Na direita um trilha com arvores secas. No lado esquerdo um lago.

#Suécia #Europa

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