MULHERES PELO MUNDO: TÁ COM MEDO? COLOCA ELE NA MOCHILA E EMBARCA!

Atualizado: Jun 25


Um dos propósitos do Abrindo a Cabeça é promover a reflexão e quebrar paradigmas. Mais do que apresentar lugares, falar sobre turismo, dar dicas de viagens, o projeto busca difundir diferentes culturas e refletir sobre questões sociais. Pensando nisso, a partir de hoje vamos abrir uma série de entrevistas com mulheres viajantes. Em um mundo tão machista, uma mulher colocar uma mochila nas costas não é tarefa tão simples. Ainda existem barreiras e situações desconfortáveis que elas passam. Mas, nem por isso elas deixam de fazer o que amam: VIAJAR. E elas estão certas! Por que lugar de mulher É ONDE ELA QUISER! O MUNDO É DELAS!

#Pracegover: Imagem colorida. Logo "Mulheres pelo Mundo. Na parte superior um globo na frente o simbolo do feminismo. Um punho fechado. Na parte inferior escrito. Mulheres pelo Mundo


MARINA PELO MUNDO

Para estrear nossa série "Mulheres Pelo Mundo", conversamos com Marina Guedes. Nascida no interior de São Paulo e formada em Relações Internacionais, ela descobriu sua paixão por viagens durante um intercâmbio na Europa. Durante sua estadia no Velho Continente, ela fez um mochilão por alguns países e depois não parou mais de viajar. Marina já conheceu mais de 25 países, sendo que a maioria desses ela visitou SOZINHA. Se ela teve medo essas experiências? É claro que sim. Mas, o que ela fez? Colocou o medo na mochila e caiu no mundo.


#Pracegover: Foto colorida. Marina de lado com mochilão nas costas. Na frente dela rua cheia de carros estacionados.

"Viajar sozinha foi uma ideia que tive do nada. Eu estava fazendo intercâmbio na Europa na época e decidi fazer um mochilão. Simplesmente comprei as passagens e FUI. Meu roteiro foi Paris, Bruxelas, Amsterdã, Haia e Roterdam e Munique. Tive medo apenas quando avião pousou. Na hora que eu cheguei a noite, em um lugar que eu não conhecia nada, nem ninguém, tampouco sabia direito a língua, bateu aquele medo. Logo pensei: O que que eu to fazendo aqui? ", relembra Marina.


#Pracegover: Foto colorida. No canto direito Marina, com óculos escuro e sorrindo. Ao fundo Torre Eiffel.

O primeiro mochilão foi repleto de emoções para nossa amiga viajante. Um fator inesperado aconteceu durante sua passagem por Bruxelas. "Durante os dias que na Bélgica aconteceu um atentado. Eu estava relativamente perto. Por conta do atentado, o transporte foi interrompido, meu ônibus não aparecia, fecharam as fronteiras do país. Deu muito medo passar por isso sozinha", contou.

Porém, engana-se que isso causou um trauma ou a desmotivou de viajar. Pelo contrário. "Depois dessa situação, depois de passar esse primeiro medo, criei mais coragem. Cada vez conheci mais lugares, conheci o leste europeu, viajei pela América do Sul. Acho que único lugar que não viajaria sozinha é para Ásia, de resto não teria problemas", ressaltou.


#Pracegover: Foto colorida. No canto inferior esquerdo Mulher (Marina) agachada. Atrás ruínas da cidade de Machu Picchu. Mais ao fundo montanha. Céu com algumas nuvens.

ECONOMIZANDO PARA VIAJAR MAIS

Marina conta que seu lema era: Viajar quanto mais tempo puder, gastando menos possível. "Eu queria conhecer o máximo de coisas possível. Conhecer mais países e gastando menos. Esse é um dos motivos que optei por Couchsurfing. Quando eu conseguia um lugar de Couchsurfing, eu ia. Senão ficava em hostel. Lógico, que não é um conforto 100%. Algumas vezes tinham mais pessoas dormindo no mesmo cômodo. Tinha vezes que dormia em lugares improvisados, uma vez tive que dormir sentada em uma poltrona. Porém, desta forma, conseguia economizar um bom dinheiro, teve viagens que economizei cerca de 200 euros, só com hospedagens. Obviamente que você tem que estar disposta a abrir mão de um pouco mais de conforto. Todavia, é uma questão de escolha. Assim, foi uma maneira que encontrei de viajar mais e economizando", relatou.

A viajante afirma que se você não incomodar com essa questão de conforto o couchsurfing é uma ótima oportunidade para conhecer mais a cultura local, conhecer pessoas novas. "É uma ótima opção para conhecer pessoas, a comida local. Tive ótimas experiências e muita sorte. Tenho muitas histórias para contar sobre couchsurfing. Por exemplo, quando fui para Haia (Holanda) fiquei na casa de um vietnamita de cerca de 40 a 45 anos. Ele foi super gentil, me deu tickets de metrô, deixou a chave de casa comigo. Ele até fez comida da sua terra natal, pude conhecer um pouco sobre a cultura vietnamita. Foi uma experiência muito bacana", destacou.

"Sabe algumas pessoas tem preconceito. Pensam uma mulher em uma casa com um homem? E daí? Foi uma ótima experiência. Obviamente, que eu fazia uma triagem. Normalmente, eu buscava por brasileiras(os), especialmente quem estava no Ciência Sem Fronteiras. Era muita gente que fazia parte do programa disponibilizando hospedagem naquela época. Muita gente oferecia lugar pra ficar e fazia uma rede de contatos para futuras viagens. Quando não tinha brasileiros, procurava por pessoas com boas avaliações no Couchsurfing", complementou.


#Pracegover: Imagem colorida. Grupo de pessoas de pé. Foto acervo pessoal Marina Guedes - Foto de um hostel na Colômbia em um Reveillon.

VIAJANDO ACOMPANHADA

A busca pelo autoconhecimento foi um dos grandes motivos para Marina colocar o pé na estrada com frequência. "Comecei a viajar porque queria me conhecer melhor. Assim, comecei a viajar com frequência e a maioria das vezes fui sozinha, pois não estava namorando e minhas amigas não podiam ir comigo, por conta da faculdade, trabalho, ou sem dinheiro. Hoje em dia viajo com meu namorado. Agora sempre tenho companhia para viajar", comenta.

Nossa amiga conta que todo mês faz uma viagem e que o estilo mudou um pouco agora que as viagens são de casal. "Viajamos todo mês, nos feriados, ou nos finais de semana um bate volta perto de São Paulo, ou tiramos algum dia de folga. Além disso, tentamos conhecer um país por ano no mínimo. Hoje em dia ficamos em hotel. Quando eu viajava sozinha era diferente. Viajando em casal tem um aspecto de privacidade e conforto. Porém, não fazemos viagens convencionais, gostamos de explorar e conhecer o máximo de lugares possíveis. Nós alugamos carros fomos para várias cidades, conhecemos cidades além daquelas que estão no roteiro turístico normal", explicou.

#Pracegover: Foto colorida. Na parte inferior Marina sentada ao lado do seu namorado Rafael em algumas pedras (ambos de costas). Na frente deles rio e cachoeira na Chapada dos Veadeiros. Ao fundo um pouco de vegetação e pedras na margem e céu azul sem nuvens.

Uma das viagens que Marina acompanhada de seu namorado foi para a República Dominicana. Apesar de gostar das belezas naturais do local, a viajante relata que o país é muita machista e que inclusive passou por situações constrangedoras. "Sempre que viajei sozinha nunca sofri com machismo ou preconceito. Incrivelmente, a única vez que sofri assédio foi quando estava com meu namorado na República Dominicana", relatou.

#Pracegover: 2 Fotos coloridas. Foto da Esquerda. Marina com seu namorado (Rafael). Atrás água azul cristalina de uma gruta. Foto da direita. Marina e Rafael com roupas de mergulho fazendo snorkeling na República Domicana. Ambos estão fazendo sinal de OK debaixo d'água.

DE UMA MULHER VIAJANTE PARA OUTRAS MULHERES

Nossa amiga viajante criou um perfil no Instagram, o "@vimsozinha" para compartilhar suas experiências com outras mulheres e incentiva-las a caírem no mundo também. "Fico feliz pois, muita mulher me fala que sou um exemplo de motivação. Eu acho que muita mulher ainda tem medo. Pensa que precisa viajar com algum(a) amigo(a) ou namorado. A mulher é capaz de tanta coisa e porque não viajar sozinha? É só comprar uma passagem, reservar um hotel. É IR. Então, por que ter medo? Só pelo fato de não conhecer ninguém? Cria coragem. Eu me descobri muito. Eu era uma pessoa muito dependente. Eu fechava o olho para muita coisa. Viajando você se descobre. Você vê quão maravilhosa você é, que é uma mulher FODA. O quanto é capaz de ser sozinha. Faz bem para sua autoestima. Hoje estou com minha estima muito elevada, por conta dessas experiências. Viajando você para e pensa: Olha onde eu estou, olha o que estou fazendo e com meu dinheiro. Tudo isso graças a mim mesma. Então, mulheres VIAJEM como puderem acompanhadas ou sozinhas", concluiu.

  • Gostou da entrevista? Quer saber dica de alguns dos lugares que a Marina conheceu? Pergunta pra ela lá no Instagram: @_marinaguedes

  • Todo dia 08 de cada mês uma nova entrevista com alguma Mulher Viajante.

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