CONHECENDO O RITMO DA NIGÉRIA


**Sugestão: Ouça a playlist no Spotify de Músicas da Nigéria

O último país do Grupo D da Copa do Mundo de 2018 está a Nigéria: o país mais populoso do continente africano. O país é composto de 250 grupos étnicos. Por conta disto, a Nigéria possui uma grande diversidade cultural, religiosa e até de dialetos. Os visitantes também encontraram uma variedade de paisagens. O país possui praias, florestas, savana selvagem e uma parte do grande deserto do Saara.


#Pracegover: Foto. Cidade de Lagos ao fundo. Várias vans amarelas no centro lotando a rua. Nos cantos várias pessoas lotando as calçadas. Nas laterais prédios de poucos andares (3 ou 4) com sacadas). Na parte inferior escrito Nigéria. Foto com o filtro da bandeira da Nigéria. Nas laterais cor verde e no centro branco.

ENTRADA NO PAÍS:

A Nigéria exige visto de turismo para brasileiros (as). A documentação necessária para tirar o visto é: Passaporte brasileiro com validade mínima de 6 meses; Formulário de solicitação de visto, preenchido e assinado (assinatura igual a que consta no passaporte); 01 foto tamanho 3×4 colorida e recente; passagem aérea ou reserva aérea constando todo o trecho – ida e volta. Além disto, é necessário ter um Certificado Internacional de Vacina contra Febre Amarela e comprovação de quantidade necessária de dinheiro para permanência no país.


#Pracegover: Na esquerda capa do passaporte brasileiro. Na direita a folha de frente do Certificado Internacional de Vacinação Ou Profilaxia.

A NIGÉRIA DA VANESSA SOARES

Entrevistamos Vanessa Soares, uma brasileira apaixonada pela Nigéria. Vanessa é dançarina, produtora, sócia fundadora da Movimentar Produções de São Paulo (produtora que realizou a turnê da dupla de Nova York: "Oshun"), faz parte dos coletivos Agô Performances Negras e Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop. A brasileira já esteve 2 vezes no país africano, em outubro de 2015 e abril de 2017, em ambas as oportunidades, sua estadia foi de cerca de 1 mês. Um dos principais motivos que levou nossa entrevista a Nigéria foi a música.

"Pesquiso o ritmo Afrobeat criado pelos nigerianos Fela Anikulapo Kuti e Tony Allen, desde 2008. Estava ansiosa para conhecer a família de Fela Kuti. Chegando lá eles me receberam como família. Logo, no aeroporto já fui bem tratada. Tive um sentimento de "voltando pra casa". Em nenhum momento das duas vezes que fui tive saudades do Brasil. Lá me sinto em casa mesmo. Pretendo voltar e quem sabe futuramente morar lá", destacou Vanessa.

Conversando com a brasileira é fácil de perceber que ela, realmente, mergulhou na cultura local e sua paixão pela Nigéria. "Ganhei dois nomes em yorubá: Omoshalewa (aquela pessoa que traz o amor, harmonia pra dentro da sua casa, pra sua família e todo comunidade) e Asake (graciosa). Omoshalewa Asake!", contou.


#Pracegover: Foto. No meio da foto Vanessa com a mão esquerda sobre o peito. Em volta dela 2 mulheres e 2 homens da família Kuti (Femi e Seun). Foto Matias Veras.

Na segunda passagem de Vanessa pela Nigéria, ela teve oportunidade de ficar hospedada na casa de amigos de duas etnias: Yorybas e os Igbos. A brasileira destaca que o estilo de vida e a alegria do povo são contagiantes. "A simplicidade das pessoas. Lá a dança é muito forte, pra tudo eles dançam, até pra vender produtos. A música é sensacional", ressaltou.

Veja um pouco mais de como foi uma das visitas da Vanessa a Nigéria no vídeo abaixo:


CIDADES VISITADAS:

Durante suas duas visitas ao país africano, Vanessa conheceu as cidades de Lagos e Oshogbo. "Amei as duas cidades. Em Lagos, minha dica é visitar o Museu Kalakuta (casa do Fela Kuti), o Afrika Shrine (Casa de shows da Família do Fela) e o Freedom Park. Já em Oshogbo visitar o rio Osun", destacou.


#Pracegover: Foto da Fachada do Prédio do Museu Kalakuta. Foto: Face do Kalakuta Museum

LAGOS: é uma cidade localizada no sudoeste da Nigéria, na costa do Atlântico, no Golfo da Guiné. É a maior cidade do país, com cerca de 8 milhões de habitantes. É também o principal centro financeiro, econômico e mercantil do país. A cidade tem contrastes sociais e de modernidade muito fortes. A cidade também é bastante envolvida com a música, sendo berço do atual ritmo "naija-pop" (o pop nigeriano). Inclusive, nossa entrevistada disse que na cidade conheceu vários grupos de dança do centro da cidade. "Fui algumas vezes na Afrika Shrine e dancei no Festival Felabration em 2015, além de ver os shows de vários artistas. Em 2017 fui ver no Eko Hotel o Musical Fela Broadway de NY e dancei no dia Mundial da Dança 29 de Abril no Theatro Nacional. Também ministrei oficina de dança dos orixás, samba e samba rock em Bariga e no estúdio de dança: Society for Performing Arts no centro de Lagos e no Centro Cultural de Oshogbo,", conta.


#Pracegover: Foto. Vanessa dando uma aula de dança para Crianças no bairro de Bariga em Lagos. No canto esquerdo. Vanessa virada para as crianças, fazendo o movimento de Iemanjá. A sua frente vários garotos e garotas olhando e seguindo seus passos.

OSHOGBO: É uma pequena cidade, localizada no sudoeste do país. Na cidade, as margens do rio Osun (oxum), aos arredores da cidade encontra-se o Bosque Sagrado de Osun-Osogbo, que seria a casa de Oxum. Lá existe um templo, onde ocorre um festival anual, muito famoso na região.

DICAS DA VANESSA:

  • DINHEIRO: Leve dólares e faça troca nas casas de câmbio ou diretamente com os nigerianos, no centro de Lagos, e não faça no aeroporto.

  • CUIDADO COM OS INSETOS: Leve repelente natural.

  • APRECIE: A música e a dança nigeriana e as baladas noturnas. A música local é sensacional aproveite.

NIGÉRIA X BRASIL

De acordo com brasileira, a sociedade nigeriana tem muitas características parecidas com o Brasil. Vanessa afirmou que é muito boa a receptividade do povo nigeriano com os brasileiros. "Em nenhum momento tive problemas por ser brasileira. Apenas com a língua por não dominar muito o inglês ainda, mas, sempre me virava", lembra.

"Os nigerianos amam o futebol e são fãs do nosso futebol brasileiro. A dança é muito forte também. A alegria, receptividade é parecida com o nosso povo brasileiro. Porém, existem algumas diferenças, ou podemos dizer culturas diferentes, por exemplo: Lá os casais não se beijam em lugares públicos e os homens andam de mão dadas", complementou Vanessa.

ESTRUTURA TURÍSTICA:

De acordo com nossa amiga brasileira o país tem uma boa infraestrutura turística, com grandes redes hoteleiras inclusive. Em contrapartida o problema está no transporte urbano. "Vale informar que a maioria dos bairros depende de geradores, pois o governo no país não investe em energia elétrica.O transito é caótico. A maioria dos lugares não tem sinalização. Os transportes públicos também não são de bom estados. A construção do metrô já esta em andamento, espero que melhore o transporte e trabalhar as integrações como em nosso país e outros que também fazem isso", projetou.

O MRE (Ministério das Relações Exteriores do Brasil) , aponta que os principais centros como Lagos e Abuja (capital do país) possuem uma boa estrutura urbana. Porém, em caso de deslocamento para outras regiões você poderá encontrar alguns problemas com deslocamento e de infraestrutura.

QUESTÕES SOCIAIS

ACESSIBILIDADE: Segundo o MRE, estes problemas de transporte urbano e outros fatores, podem ocasionar grandes dificuldades pessoas com deficiência física.

MACHISMO: Vanessa destaca que, infelizmente, a sociedade nigeriana é machista. "Assim como muitos países no mundo a Nigéria tem demonstrações de machismo explícito. O homem é considerado o "forte" e sai para trabalhar, e a mulher faz os deveres de casa. país acontece de forma bem direta, uma vez que é cultural a mulher sofrer até agressões físicas", constatou.

LGBT+: O MRE alerta que a sociedade nigeriana não tolera relações homossexuais, as quais foram, recentemente, criminalizadas com penas para os infratores, que chegam a 14 anos de detenção."Homofobia é cultural também na Nigéria. Eles matam ou prendem. Triste", complementou Vanessa.

DEMAIS PRECONCEITOS: A brasileira afirma que não viu nenhum tipo de preconceito racial. Porém, um fato chamou sua atenção: "Lá algumas mulheres clareiam a pele, pois, dizem que ser mais clara é melhor, mais fácil de conseguir emprego. Outra coisa é que as mulheres não gostam de usar seu cabelo natural e sim alisarem, usarem perucas ou colocarem cabelo comprado.Mas, o maior preconceito na Nigéria é o de classe social, concluiu.

Agradecimentos da Vanessa: "Agradeço com amor a todas as pessoas que colaboraram para que eu pudesse realizar as duas viagens a Nigéria ❤"

Gostou da entrevista? Conheça mais sobre os trabalhos de dança e teatro da Vanessa (aqui)

Instagram: @vanessasoaresdance @ago.performancesnegras

#Nigéria #Africa

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