SALVE A NOSSA CULTURA

Atualizado: Jun 25

Definir “Cultura" é uma tarefa complexa. O termo é objeto de estudo de diversas áreas do conhecimento como ciências sociais e filosofia. A cultura é tão intrigante que alguns estudiosos chegaram a encontrar 167 definições diferentes para ela. Uma definição genérica seria dizer que cultura é todo amontoado de conhecimento, arte, moral, costumes e símbolos de uma sociedade.


Ou seja, CULTURA é algo onipresente no nosso cotidiano e extremamente importante para uma sociedade. A CULTURA tira as pessoas do crime, formas famílias, é sinônimo de lazer e fonte de diversão. Ajuda no combate a depressão. Traz um pouco mais de saúde. A CULTURA é uma válvula de escape, aliviando a loucura do cotidiano. Quem nunca aqui teve sua vida transformada por um poema ou uma música? Quem nunca se encontrou num livro, num cordel ou numa dança? Quem vive sem teatro, cinema ou festas populares? Não tem como!


Todavia, mesmo sendo algo tão relevante, o atual governo brasileiro trata a nossa cultura e grandes expoentes culturais com descaso e desprezo. Mas, já era de se esperar que o quadro da CULTURA seria delicado em 2020. Afinal, lá em 2018, o atual presidente foi eleito sem nenhuma proposta para a área. Inclusive, no Plano de Governo do Bolsonaro, a palavra cultura (ou derivados) se apresenta apenas 3 vezes. Sendo que em nenhuma delas é uma menção propositiva. O que passa mais perto de uma proposta é uma crítica ao “marxismo cultural”. Ou seja, apenas um devaneio de algo inexistente. Vale ressaltar que a grande maioria dos demais candidatos apresentavam ao menos uma menção propositiva para a área.


Portanto, a expectativa já era péssima. Porém, o cenário atual consegue ser ainda pior. A Cultura está padecendo, sendo sucateada, destruída e censurada por um governo negligente. O primeiro golpe foi a redução de patamar da Cultura. A pasta que figurava entre os Ministérios desde 1985, após a redemocratização, agora foi para um segundo plano. De Ministério passou a ser Secretaria. Pior, ela começou a ser passada de um lado para o outro. No começo do mandato a Cultura estava alocada no Ministério da Cidadania. Alguns meses depois foi jogada para o Ministério do Turismo que é comandado pelo Marcelo Álvaro Antônio, aquele mesmo que tem denúncias de ser responsável pelo laranjal do PSL.


Assim como é jogada para lá e para cá nos Ministérios, o comando da “Cultura” muda a todo instante. Já foram 4 Secretários efetivos e mais 1 interino. Isso tudo num período de aproximadamente 500 dias de mandato. Menos de 17 meses! Logo se vê a desorganização e a falta de um projeto ou perspectiva. Essa trajetória tortuosa e desestruturada começou com o jornalista Henrique Pires. Ele foi quem mais permaneceu no cargo. Mas, ao pedir sua exoneração denunciou que os filtros que o governo estava colocando na verdade eram censura. Por não compactuar saiu da gestão. Em seguida veio o economista Ricardo Braga, que não tinha experiência na área. Durou apenas 02 meses.


O terceiro (Reich) Secretário foi o dramaturgo Roberto Alvim. Ele se envolveu em diversas polêmicas. Alvim atacou Fernanda Montenegro, grande atriz que levou o nome do país ao tapete vermelho do Oscar. Alvim também foi vaiado em Lisboa por atacar um Palestrante na Conferência Internacional das Línguas Portuguesa e Espanhola. E por fim, o mais grave de seus impropérios foi fazer um pronunciamento com tom nazista, com cenário nazista, com frases inspiradas em nazista. Ou seja, um discurso nazista.


A última a ocupar o cargo máximo da Cultura foi Regina Duarte. Ela em poucos meses à frente da Secretaria pouco fez. A “ex-namoradinha do Brasil” teve sua passagem marcada apenas por 2 momentos. O primeiro foi o seu discurso de posse. Algo completamente bizarro que iniciou com a caipirinha... de maracujá e terminou no “Pum do palhaço”. E outro ponto foi a entrevista vexatória na CNN. Na oportunidade, a então secretária idolatrou os tempos da ditadura, desdenhou da morte de civis e de artistas. Além é claro de dar um grande chilique. Na oportunidade. Regina Duarte demonstrou um lado desumano e a completa incapacidade de ocupar um cargo público. O que a tornava uma perfeita representante do Governo atual.


Além de trocar de secretários, o que o governo fez até agora? Muito pouco. Quase nada. Incentivos minguados e projetos pequenos apenas. Os instrumentos da Cultura só foram bombardeados. O Fundo Setorial Audiovisual, por exemplo, teve cortes de 43%. A Ancine foi ameaçada e alvo de censura. O Centro Cultural Banco do Brasil também passou a censurar peças de cunho político. O Iphan além de corte de verbas, sofreu com a troca do seu corpo técnico por profissionais sem experiência na área.

Ademais, governo Bolsonaro baixou uma resolução que impedia profissionais ligados à cultura de aderirem ao sistema Microempreendedor Individual (MEI). Mas, como de praxe o Bolsonaro voltou atrás. Fora isso, o presidente é especialista em atacar a classe artística e dar declarações desprezando grandes expoentes do nosso cenário cultural.


O resultado disso é que a nossa estimada CULTURA se reduziu a ode ao pum do palhaço, a paródias de música do Tiririca em referência a cura milagrosas, e piadas do presidente com rimas pobres e sem sentido. A nossa cultura PADECE. Assim, como outras áreas vitais como saúde, educação, meio ambiente e relações exteriores. O país está doente. O país está mal. Está na UTI.


Para curar as feridas e aliviar as dores do país, ainda mais nessa época tão difícil que vivemos, fortalecer e a CULTURA é vital. Afinal, a CULTURA é responsável por girar a economia, fomentar o turismo. Ela é um pilar da educação. CULTURA é representatividade. CULTURA é pluralidade, é onipresente, está em todos os cantos. A CULTURA é essência de um país. Sem a cultura não somos nada. Sem a Cultura somos apenas um recipiente vazio. A cultura é vital. A CULTURA É VIDA. E este governo só é morte!

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