CHAVIN: CULTURA PRÉ-INCA


Quando falamos de civilizações antigas do Peru, logo pensamos nos incas. Porém, muitas outras civilizações viveram no país no mesmo período ou anteriormente aos famosos incas. Um dos povos mais importantes do período pré-inca é a cultura de Chavin. Esta civilização que se desenvolveu ao norte do Peru, na região de Ancash. No pequeno povoado de Chavin de Huantar encontra-se um Sítio Arqueológico, que tornou-se patrimônio histórico da UNESCO.


#Pracegover: Foto da Fachada da entrada do Sitio Arqueologico de Chavin. Um muro com o escrito "Monumento Arqueologico Chavin - Patrimonio Cultural de la Humanid UNESCO". Foto Google Maps

CULTURA DE CHAVIN

Tradicionalmente, o desenvolvimento histórico de Chavin é considerado como um dos principais "Oráculos do Peru", devido a suas influências artísticas e religiosas presentes em outras culturas contemporâneas a ela. A civilização teve início por volta de 1500 a.C. No período de sua máxima expansão, estendeu-se para o ocidente do atual território peruano, desde a Região Ica (centro-sul), até na Região Tumbes (norte). Passando para dentro do território do atual Equador, entre o litoral e o início da selva. O Chavin desenvolveu bastante os cultos religiosos, bem como técnicas em cerâmicas e agrícolas. A civilização também desenvolveu a metalurgia e produção têxtil.O declínio desta civilização ocorreu, por volta de 500 a.c. Não se sabe ao certo o que levou o fim de Chavin.


#Pracegover: Foto. Ao fundo algumas montanhas. Na frente ruínas do sítio arqueológico de Chavin.

COMO CHEGAR?

O primeiro passo é chegar até Huaraz, a cidade fica ao norte de Lima a cerca de 10h de viagem. Várias empresas de ônibus fazem trajeto da capital peruana até a cidade. DICA: Recomendo que faça a viagem no período noturno. A maioria das companhias no Peru são seguras e confiáveis e de ótima qualidade, inclusive algumas até oferecem serviço de bordo. Por isso, viajar durante a noite/madrugada pode ser uma boa opção para não perder o dia deslocando-se de uma cidade para outra.


#Pracegover: Mapa do trajeto de Lima até Huaraz.

Em Huaraz, cidade maior mais próxima de Chavin, diversas agências oferecem o tour para as ruínas. Existem várias agências na Plaza de Armas (Praça de Armas - Central) da cidade. O preço do passeio com guia gira em torno de 30 soles por pessoa. (Cotação de 17.08.18 - R$ 33,93). Também existe opção de ônibus de Huaraz para Chavin, em torno de 12 soles o trecho.

Existe também uma opção de fazer uma caminhada por um antigo caminho inca que dura 2 dias. Se você tiver tempo e interesse pode pedir mais informações sobre este trekking no Centro de Informações Turísticas da cidade, onde você receberá um mapa com o caminho. A distância entre as cidades é de pouco mais de 100km pela estrada e dura cerca de 2h a viagem, por conta da região ser montanhosa e uma pista cheia de curvas.

#Pracegover: Mapa região de Ancash. Marcada o trajeto de Huaraz até Chavin de Huantar.

O TOUR

Os passeios saem de Huaraz no período da manhã. Todo o caminho é muito bonito. Antes de chegar na pequena cidade de Chavin é feita uma parada na Laguna Querococha que está a quase 4 mil metros de altitude. O visual é deslumbrante. A água da lagoa é transparente e ao fundo tem algumas montanhas. É um cenário cinematográfico.


#Pracegover: No canto inferior direito homem sentado de costas olhando para o horizonte. A sua frente uma lagoa de água transparente. Ao fundo uma cadeia de montanhas. Céu claro com poucas nuvens.

Logo em seguida, o tour segue para a cidade de Chavin para visitação ao sítio arqueológico. A visita ao complexo inclui o percurso por algumas das suas galerias e praças. No começo do percurso tem uma maquete do sítio arqueológico e como seria o espaço antigamente. Fazer o tour com o guia faz toda diferença nesse caso, pois é passado toda a explicação detalhada de tudo do sítio arqueológico.


#Pracegover: Foto da Maquete do templo de Chavin.

No percurso até o templo principal tem uma réplica do monólito conhecido como "estela de Raimondi". O monolito tem um dos seus lados decorado em alto relevo, com a representação de um ser mítico com traços felinos e com bastões nas suas mãos. O nome do monolito foi dado em homenagem ao naturalista e geógrafo italiano "Antonio Raimondi", que levou a peça original para Lima, a fim de ser estudado e conservado.


#Pracegover: Foto. Estela Raimondi. Monolito com entalhes. Atrás algumas árvores e vegetação seca.

A"Cabeça Clava" (um rosto zoomórfico entalhado em pedra que tinha a função de guardar o templo) é um dos principais atrativos do sítio arqueológico. A Cabeça encontra-se nas paredes externas na lateral do principal templo de Chavin. Apenas uma ficou conservada, porém, originalmente teriam várias colocadas nas paredes externas do templo.


#Pracegover: Foto da Cabeça Clava na parede externa do templo.

Não é possível entrar pela entrada principal do Templo, por conta da conservação do espaço. Existe uma passagem no canto onde pode-se entrar para ver um outro monolítico. Fotos no local são proibidas, (porém muitas pessoas desrespeitam e é comum ver pessoas tirando fotos do local). A parte interna é um verdadeira labirinto. Vale ressaltar que a cultura de Chavin tinha conhecimentos de engenharia bem avançados, por isto o local foi construído de uma forma que exista circulação natural de ar dentro do templo. Eles desenvolveram uma espécie de"ar condicionado natural".

Sem dúvidas Chavin foi e ainda é um lugar fascinante. Vale a pena a visita!

#Peru #AméricadoSul #sitioarqueológico

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