EU E O PACÍFICO


** Texto de dezembro de 2016. Escrito durante o mochilão pela América do Sul.

Hoje fui me despedir do Pacífico, Oceano que só fui conhecer pessoalmente agora com 26 anos. Antes só sabia de sua existência por conta das aulas da professora Divã de geografia. Pacífico que conheci em Valparaíso e Viña del mar, onde vi sua magnitude e beleza pelas primeiras vezes da janela da casa La Sebastiana de Neruda. Assim, pude entender porque o poeta se apaixonou pelo oceano e de onde vinha tanta inspiração para escrever.


#Pracegover: Foto. Vista da Casa de Pablo Neruda em Valparaíso. Ao fundo, mar. Em primeiro planos algumas casas. Céu com poucas nuvens no canto direito.

Depois tive o contato pela janela do ônibus ainda na costa chilena e fiquei a pensar que deveria ter feito mais paradas naquele país para conhecer melhor suas montanhas e suas praias. Só fui ver o Pacífico novamente no Peru, pois da Bolívia ele foi "roubado" durante a Guerra do Mar. Mas, vi em museus bolivianos que o povo ainda sente que um pedaço do Pacífico é da Bolívia. Aliás, quem não gostaria de ter um pedaço de mar, um pedaço de Pacífico?

No Peru encontrei com Ele em Paracas e Lima mas não tive coragem de mergulhar, como os lobos marinhos e surfistas que vi nas praias, admirei-o da janela do ônibus em Mancora. Mas, foi no Equador em Montañita que me aventurei nas suas águas. Os primeiros banhos no Pacífico, de outros que em próximas viagens virão.


#Pracegover: Praia de Montañita (Equador). Céu cheio de nuvens, com raios de sol nos buracos das nuvens. Mar com algumas ondas e pequena faixa de areia.

Algumas pessoas podem se perguntar, mas o que tem de especial? Ou podem dizer que oceano é igual, que mar é igual. Ou que existe partes mais belas em outros oceanos. É que a viagem me deu lições, entre elas de apreciar as singularidades de cada coisa. Algo até pode ser parecido com alguma coisa outra que você já viu, mas não igual. Sempre haverá uma nuance, uma singularidade que torna aquilo especial. A cada ponto o Pacífico mostrou um novo encanto. Mostrou porque inspirou Neruda, porque os bolivianos lutaram tanto para manter um pedaço dele, porque lobos marinhos e tantos animais escolheram habitar ou desfrutar dele, porque surfistas escolhem suas praias. Enfim, para mim ele saiu do Atlas e virou real, de água e sal. Foi uma das coisas que vi que antes só ouvia falar, foi uma parte de um sonho que eu vivi e estou vivendo. Por isso, fiz questão de me despedir. Até a próxima Pacífico!


#Pracegover: Foto praia em Lima. Ao fundo mar, com céu bem acinzentado. No canto esquerdo homem agachado, em cima de pequenas pedras olhando para o horizonte.

#Peru #Chile #Equador #praias #crônicas #mochilão

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